|
21/03/2004 23:08
Novo endereço: ACCELA
enviada por Marcely
20/03/2004 01:54
Uma poesia ruim Parte II, não sei dar nomes!
Passei muito tempo olhando para baixo,
Para dentro de mim mesma e perdida nos desenhos do chão.
Entrando e saindo da minha mente doentia e triste.
Sofrendo e procurando mais razões pra sofrer.
Esqueci de olhar a minha volta.
As pessoas que vão para algum lugar que não sei.
O céu.
Incorporar música à paisagem já conhecida,
Cantar e sentir o vento bater no meu rosto.
Esqueci de sorrir pra mim mesma.
Sentir meu pé bem leve em seus passos,
Sorrir para as pessoas que encaram e julgam,
Pessoas que não entendem que regras são feitas para serem quebradas,
Não me importar com o resto do mundo é liberdade.
Esqueci que sou única pra mim.
Que, ao meu comando, levanto a mão e faço círculos no ar,
Que me comando e me submeto,
E se agora eu pedisse pra parar...
Eu paro!
No momento parei de me amar. Na verdade nem sei como estou, não parei pra pensar.
Saí de casa de novo, fui visitar uma amiga, tomamos sorvete, eu falei sobre minha "vida", ela falou sobre a dela, vimos a praia e depois fomos na casa de outra amiga. As duas casadas tendo conversas das quais eu quase não conseguia participar, falando sobre coisas que não conheço e sobre maridos... Só sei de uma coisa: eu não quero um marido como o delas. Se ele estipular hora pra chegar em casa ou brigar comigo por alguma coisa boba eu bato nele. Quero alguém inteligente e não previsível, coversas inteligentes, por favor.
Toquei um pouco de órgon (teclado, na verdade, depois de muito tempo, estava até desacostumada!), tocamos hinos da igreja, contentes em tocar "passagens" (quando a mão esquerda fica presa nas notas e a direita continua)... Foi legal, não sou só eu que sou tarada por passagens! Peguei emprestada a partitura do Noturno de Chopin pra ver se aprendo a tocar.
O único problema foi chegar em casa e descobrir que fiquei trancada pra fora... Mas tudo bem, consegui arrombar a porta, quase no mesmo momento em que meu irmão chegou com a chave...... grrrrr! Continuo calma!
Ouvindo: Barulho do motor no aquário, geladeira e teclado.
enviada por Marcely
18/03/2004 20:31
Escrevi ontem... Mas serve pra hoje ainda!
Eu mereço mesmo viver! (morrer seria algo bom demais pra mim).
Na ida estava feliz, sorridente, ouvindo música, cantando. Mesmo com o sol em cima da minha cabeça eu estava contente. Até fiquei com um certo medo de morrer, acreditem! Estava pensando no filme Cidade dos Anjos, no modo como ela morre no fim do filme, e pensei que ia morrer. Eu sempre penso que vou morrer quando estou muito contente. Fiquei esperando um carro desgovernado me atropelar, mas cá estou vivinha!
Na Volta.
Já era noite, ponho pra tocar Change (In the House os Flies), começo a me arrastar ao som da música, a sentir aquilo... AHHHHHHHH! Puxando fatos, pra tirar meus pensamentos de algo incômodo: essa música me lembra algo que me deprime, noite, sangue, chuva e som de sirenes... Por que isso me incomoda? Com esforço lembro de um fato da minha infância: eu indo com a minha mãe para o funeral de uma pessoa, era noite já, fomos a pé, no caminho vejo no meio da rua uma poça de sangue e dessa poça sai a marca de passos. Nós fomos pelo mesmo caminho dos passos até dentro do cemitério, mas de repente aqueles passos acabaram. E a música me lembrou isso!
Coloquei mil vezes essa música pra tocar, mil vezes...
Até a hora que não foi possível, tudo o que eu olhava me lembrava... AHHHH! Tenho a marca das minhas unhas na palma da minha mão, comecei e a me debater aqui dentro, tentei fugir de mim, olhei sarcasticamente para o céu: "Me mata, eu mereço!"... Por que tenho que ser assim?
Olá, a senhora por aqui, já? Pensei que não voltaria, pelo menos não tão cedo. Bem, você já entrou, agora fique à vontade!
Não dá, não dá... É inevitável, eu sempre vou querer o que não posso ter, é o meu jeito. Meu ego é nojento, como ele se alimenta... Hoje me odeio, ontem me amava. AHHHH! Dane-se, pelo menos não tenho medo de morrer, agora, muito pelo contrário... Sou eu como realmente sou de novo!
Não importa, estou bem assim mesmo.
Agora uma poesia que recebi... Linda!
My newest friend is someone I can saY
All my secrets and all the things I feeL
Reading her messages makes me wanna livE
Chatting or writing with her is nothing but fantastiC
Ego fights. Lonely nights. I feel it as much as heR
Lazy, smart, funny, pretty. The queen of dramA
Yes, that's you. So special. So unique. Every guy's dreaM
Ricardo Henrique
Bem, é só... Hum... Em breve mudarei de endereço.
Escutando: Dream Theater - Space-Dye Vest.
enviada por Marcely
17/03/2004 16:27
Poesia sem nome porque não tenho criatividade suficiente pra isso
Tenho 24 horas por dia o privilégio dos seus pensamentos,
Da sua conversa,
Do seu sentimento.
Enxergo o mundo através dos seus olhos.
Sou sua companheira por tanto tempo!
Só eu sei como tudo marcou em você,
Só eu vivi toda tua vida e a senti.
Só eu sei como uma música te entorpece,
Eu estive ao seu lado e nunca saí do lugar.
Quando me expulsou não saí,
Mas se tivesse saído, teria voltado,
Eu não resistiria à falta que te faço.
Ninguém no mundo pode te entender melhor que eu.
Mesmo que eu não te entenda por completo,
Me adapto às suas sinuosas mudanças de temperamento.
Me encaixo dentro de você perfeitamente.
Só eu estive aqui todo esse tempo, ninguém mais.
Só eu sei como foi olhar no espelho depois de ter arrancado seu primeiro dente,
Só eu sei a lista completa do que te agrada e desagrada,
Só eu sei como nunca te decepcionar.
Só eu sei como foi ter medo do escuro,
Só eu sei como foi ter realizado um sonho,
Só eu sei como é aquela sensação boa que não tem nome e você sentiu.
Só eu tenho o mesmo gosto que o seu, o mesmo jeito seu, a mesma filosofia que a sua.
Por tanto tempo procurei alguém que me entendesse...
Que dissesse exatamente o que estava pensando naquele momento
Eu sempre procurei por você,
E você sempre esteve aqui.
Aqui está alguém que sempre estará ao seu lado,
Que nasceu e morrerá com você,
Que vai chorar quando estiver chorando,
Sorrir com gosto porque está sorrindo,
Só eu te critico e você não se importa.
Eu sou a única que tem toda a permissão do mundo pra você,
Que sabe de todas suas intimidades,
Dos seus amores perdidos ou não correspondidos.
Eu sempre estive aqui.
Mesmo quando desejou minha morte eu chorei com você,
Num momento de desinteresse e cansaço recíproco.
Você disse que me odiava e eu rebati.
Você me machucou por dentro e por fora
Não te odiei por isso e continuei ao seu lado.
Por isso você nunca foi em frente e desistiu.
Alguém mais faria isso por você?
Somos tão iguais,
Tão dependentes
Para sempre lado-a-lado,
O destino nos condenou... ou abençoou?
Eu estou aqui, não se esqueça.
Me ame e eu te amo,
Me entenda e eu te farei companhia.
Você não saberá mais o que é sentir solidão sozinha.
Poesia pra mim mesma. É assim que estou me sentindo. Por isso estou tão bem sozinha, tão feliz, tão apaixonada pelo invisível, tão sorridente. Simples! Escrevi isso, pra ver se vocês tentam se encaixar um pouco nessa poesia e entender o quanto somos completos mesmo sozinhos.
Ps.: Desculpem os senhores poetas que me visitam, eu não nasci pra isso, eu sei, mas senti vontade de escrever o que sinto em forma de poesia (tá bom, eu sei que foi um fracasso, mas espero ser entendida!).
Ps2.: O que eu disse ali no primeiro ps, parece mas não é falsa modéstia. Não falei com a intenção de receber elogios.
enviada por Marcely
16/03/2004 15:43
Sabiam que o post anterior foi escrito dia 11 de fevereiro? Pois é, faz tempo, estava lá guardado para um dia em que não tivesse nada mais pra postar e foi o que aconteceu ontem.
Não que não tenha escrito ontem, na verdade passei a madrugada toda escrevendo, mais uma vez não dormi à noite, fui dormir quando já passava das sete horas e meia.
Não estou muito filosofa, nem triste, por isso meu post com certeza não será um post muito bom.
O que sei é que estou parecendo apaixonada.Sabem quando a gente fica sorrindo para o nada, feliz com tudo, otimista...? Estou assim! Mas o interessante é que eu não estou apaixonada. N verdade, só passei a gostar um pouco mais da vida e de mim assim sem mais nem menos. Não tenho saído, como sempre, não tenho feito nada de diferente, a diferença está em mim, estou encarando tudo feliz, com alegria, apreciando minha preguiça, meu nada diário, a minha vidinha tranqüila e monótona.
Devo agradecer a mim mesma, aos meus amigos (virtuais, mas reais pra mim), ao meu cérebro, a tudo! E, se eu ficar deprimida de novo, acho que encararei sem problemas, pois aprendi a gostar da dor, do sofrimento, tanto quanto do êxtase e da alegria, são sensações da vida, amostra de que estamos vivos... É bom!
É melhor parar por aqui, odeio gente otimista demais!
enviada por Marcely
16/03/2004 00:30
Sem querer ser repetitiva, mas já sendo - e esse post fala justamente sobre isso, repetição -, a vida é mesmo como uma onda no mar . Meu humor, por exemplo, é como aquela onda que vem até a beirada e volta, ficando em seu lugar apenas a areia molhada, pra novamente voltar até a beirada num indo e vindo infinito . Mais objetivamente, ora eu estou feliz, minutos depois triste, em outro minuto feliz de novo. Às vezes, feliz ou infelizmente, o intervalo entre um humor e outro aumenta. E minha personalidade também é assim, ora pessimista, ora realista, ora otimista... Ora, Marcely, decida-se!
E agora, mudando completamente o rumo do assunto (embora ele continue a ser eu ), estava vendo que o Word não tem meu nome em seu dicionário. Fiquei indignada, tive que ADICIONÁ-LO! Não, não pode ser, eu, tão ilustre pessoa, não tenho meu nome registrado aqui? Beethoven, que não chega nem aos meus pés, não precisa ser corrigido. Einstein, aquela anta, nem tem correção. E são nomes bem mais complicados que o meu! Onde já se viu isso? Freud, Jesus, Buda, Walt Disney, Camões, Fernando Macedo, Joana D'Arc, Charles Darwin, Letícia, Isaac Newton, Shakespeare, Voltaire, Sócrates, Bach, Mozart... E nenhum sublinhado vermelho em baixo, mas Marcely... Marcely! Não, isso é uma afronta a minha pessoa! Depois de tudo o que fiz pelo mundo, o meu nome não pertence ao mísero dicionário do Word?!
E é por isso que ninguém me respeita! Veja só meu padrasto falando muito sarcasticamente de Camanducaia, Minas Gerais... O QUÊ? Nem Camanducaia, essa cidade especial, a primeira a ter-me em seu solo sagrado, existe nessa porcaria de dicionário? Camanducaia sublinhada? NÃO! Não pode ser! Deixo registrado aqui, como disse ao meu padrasto ao satirizar tão gloriosa terra, que ainda haverá um monumento lá em meu nome. Ainda serei convidada a ir lá inaugurar o maior monumento da Terra, simbolizando o local do meu sagrado nascimento. Ruas em todo mundo terão o meu nome, vocês verão. Minha cidade natal será mais venerada que a terra-santa, meus feitos mais do que qualquer milagre e qualquer mortal, ao dizer meu nome, colocará a mão em seu peito, ajoelhará e glorificará cada dia de minha existência. Milhões de pessoas visitarão meu túmulo, milhões de fãs chorarão o aniversário de minha morte. Alguns, os mais fanáticos, dirão que minha morte foi planejada pelo meu marido que pagou alguém me assassinar por inveja e outros proclamarão aos quatro cantos da Terra o jargão completamente inovador: "Marcely não morreu!". Sim, vocês duvidam? Terei um dia só pra mim, no calendário. Será mais especial que Natal, Ano-novo, ou qualquer outra data.
Então, visitantes do meu blog, sintam-se felizes, pobres vermes inferiores, pois um dia poderão dizer: "Nossa, eu já visitei o blog Dela!".
Brincadeira (acho que isso é óbvio demais)! Estava lembrando agora da história que o meu padrasto contou sobre sua visita ao museu (acho que era museu) do Mozart lá na Áustria (chique, não?). Ele contou que lá nesse museu tinha muitas telas retratando o compositor e um de seus amigos de trabalho fez o seguinte comentário: "Ótimo pintor esse Mozart, não?". E ainda dão um emprego para esse miserável!
Mas, sobre o começo do post - repetições - essa vida nunca muda o rumo, vai e volta. Os pais são sempre os mesmos, os filhos também sempre rebeldes. Os pais dirão sempre que não entendem seus filhos, e os filhos que não entendem seus pais. Os homens acharão as mulheres complicadas, e as mulheres nunca compreenderão os homens. Os sonhos serão sempre os mesmos, as ambições e a esperança. Uns nem terão tudo isso. E eu, que me canso rápido das coisas, nunca me cansarei de cansar do mundo e de tantas repetições. Vai sempre ir e vir aquele dia em que perguntarei: "Pra quê todo esse espetáculo de repetições?", até o dia em que me cansar por não obter respostas, mas ainda assim, sou teimosa, talvez não me canse de querer saber... Mas eu me canso ou não me canso, afinal? Pois é, vivo me contradizendo... Eu me contradizendo? Claro que não! É... eu vivo me contradizendo!
E quanto aos homens e mulheres que não se entendem, deveriam abrir os olhos e ver que humanos é que são complicados, não se trata de uma diferença entre sexos, mas sim uma diferença entre pessoas geral.
Ouvindo: Oh-oh - Icq.
enviada por Marcely
14/03/2004 16:42
Pensei em me alterar mais uma vez, pra ver se chego ao ponto que quero.
Quando achei que devia esquecer alguém, quando tive medo de perder e de falar abertamente sobre os meus pensamentos, quando tive medo de agir como boba e de ser controlada por sentimentos, quando me deparei com a possibilidade dessas coisas, resolvi fugir, criar uma barreira, tornar-me mais realista, mais racional... E isso por duas vezes seguidas.
Então, agora tudo é mais fácil, ao menor indício de que posso amar e de que posso me machucar, altero meu sentimento, racionalizo, bloqueio a mim mesma e me altero.
Desde então passei a desconfiar do amor, a desconfiar de mim e ser feliz pela metade. Há muito tempo eu imaginava que em algum lugar do mundo existia alguém que sofria como eu e que tudo mudaria quando nos encontrássemos, completaríamos um ao outro e esqueceríamos a tristeza ou compartilharíamos dela, felizes por ter alguém com quem compartilhar. Algum tempo depois eu pensei que talvez essa era uma imaginação infantil que nada tinha de verdadeira, que o motivo da minha tristeza era mais cinza do que isso.
Agora estive pensando se deveria voltar naquele tempo, em que tinha alguma esperança de algum brilho, sem ser opaca como essa em que vivo e esperar o príncipe do cavalo branco... Ao menos seria divertido ver a vida com essa perspectiva, ainda que fosse imaturo, eu não ficaria horas sem sorrir e sem pensar como faço agora, apenas tentando me contentar e viver a vida que tenho, sem muita esperança e vendo tudo com lógica e raciocínio.
Então, pensando melhor, acho que deveria encontrar o ponto de equilíbrio: nem parar de sentir pra pensar, nem parar de pensar pra sentir, apenas sentir um pouco - seria divertido -, e pensar um pouco - seria necessário.
Ah!, e já que todo mundo faz isso:
Ouvindo: Chevelle - Closure (que não é a melhor música deles) e muitas outras da banda.
enviada por Marcely
14/03/2004 01:26
Toca a campainha, um amigo dos meus irmãos... Deveria dizer que também meu amigo? Sr. Bermuda Amarela! Pra vocês verem, nada contra, fiquei horas ali falando sobre nada, foi bom chegar à conclusão nenhuma sobre assunto nenhum, usando o mínimo de inteligência para debater o nada e dizer qualquer coisa franca que não deveria ser dita.
Algumas coisas me irritaram, como ele dizer que faço tipo... Odeio que me critiquem, mais ainda quando a crítica está errada. Eu não faço tipo, não banco a difícil, o que eu estava tentando dizer é que aprendi a me contentar sozinha, comigo mesma e só, sem querer nada a mais que isso. E estou feliz assim.
É por isso que não gosto tanto desse assunto, embora me divirta um pouco, sempre vou parecer mentirosa ou lésbica ou fria ou não sei.
E eu tenho a péssima mania de querer simplificar as coisas até torná-las ridículas. Ainda mais quando falo com uma pessoa que não é profunda, como nesse caso. Mandei um e-mail para o meu pai, vestido de ironia dos pés a cabeça, escrevi pra ele como escreveria para a minha irmã entender... Às vezes faço isso. Costumo falar de uma coisa e acabo a tornando superficial também, por exemplo, não sei porque quis falar da Letícia para o meu pai, eu disse algo mais ou menos assim: ela tem um site que eu adoro ir, escreve umas coisas malucas, ela é bem complicada, mas eu adoro o que ela escreve, acho muito inteligente. Coisas malucas pra ele, não pra mim, mas acho que seria o que pessoas superficiais pensariam, então faço a tradução para a língua deles. É bobo, até arrogante, mas eu faço. É que estou cansada de toda hora ouvir meu pai falar que ando muito revoltada etc. Se ele não me entende, tentarei ser entendida.
Eu tenho que deixar de ser tão arrogante com pessoas que não me compreendem ou eu acho superficial... Tá, eu devo deixar de ser muitas coisas, mas ninguém é perfeito.
Ah!, estou com saudades! Isso é incrível, eu não costumo sentir isso mais de uma vez pela mesma pessoa. I liked... Having hurt...... Eu espero que esteja vivo ainda, mesmo que seja vivo assim: =o(, do contrário eu ficaria mais do que assim =o(, mas quem se importa?
enviada por Marcely
13/03/2004 02:38
Óculos escuros, bermuda de cor berrante, muita fotografia tirada do fim de semana feliz na praia. Sorriso e músculos de horas em academia, Internet: "vc tem foto?", "oi! tc d ond?", é do tipo que adora mandar uma foto. Fotos em que está com os óculos escuros, braços cruzados pra salientar os músculos, de camisa regata e boné de cores vivas. "Ah, eu sei que sou bonito!".
Hahahaha!, um riso nada convincente, sem perder a postura como lhe foi ensinado. Sorriso fixo no rosto, a voz com uma entonação leve e simpática. Hahahaha! Todos riem aquela risada nada convincente, mas eles fingem estar gostando muito de tudo aquilo, para os outros e para si mesmos. Já não sabem o que é verdade, vivem em um mundo falso, cheio de etiqueta, falas, risos e sorrisos superficiais.
Quando vejo pessoas assim, tanto do primeiro quanto do segundo parágrafo, sinto bastante raiva. E sei quando é inveja, sei bem admitir pra mim quando invejo, mas o que sinto é mesmo desprezo. Será que são mais felizes? Se o são, prefiro ser triste. Mas será que são mesmo felizes? Nem eles sabem, eles nunca pararam pra se perguntar, eles apenas riem de tudo e de todos e isso contagia. As pessoas do segundo parágrafo, só sabem que aquilo é certo. É certo assim, não importa se é superficial, eles nunca pararam pra pensar sobre isso.
Ainda estou consciente das coisas e do que sou e porque faço, não fecharia os olhos e apenas dançaria a música que está tocando porque seria agradável para todos e para mim. Ainda me sinto curiosa pra saber o porquê de tudo isso e não danço música nenhuma, pois não vejo necessidade nisso.
Posso desprezá-los, mas eu desprezaria a mim mesma mais ainda se achasse que eu estou certa e eles estão errados. Não há certo ou errado, é uma questão de escolha de vida. Quem é mais inteligente? Por que achar que sou mais que eles? Sim, sou consciente, mas isso quer dizer alguma coisa? Acho que se eles ficassem deprimidos, talvez se questionassem sobre si mesmos, mas não estão, e por isso continuam sem pensar mais profundamente. Acho que a única diferença é que eu sou doente e eles não, então certamente eles são mais inteligentes do que eu. Ainda assim os desprezo. Não quero ser como eles.
Ser superficial é estar na superfície, é estar acima, é estar "pra cima", contente. Ser profundo é estar submerso, é perder o colorido, estar descontente... Não importa. Pois eu consigo ser feliz do meu jeito assim mesmo.
As pessoas que descrevi... Número um, meu irmão. Inteligente até, bem inteligente, mas tem dessas características que considero um defeito e que desprezo. Número dois: Sandy, Junior e Sara (?h), apresentadora da MTV. Os três juntos me deram um calafrio. Não existem pessoas no mundo mais dissimuladas e superficiais. O riso deles soava tão falso, o jeito deles era tão dissimulado que me enojou. E até acho a Sandy bonita e deve ser boa pessoa, mas afora isso, muito superficial e dissimulada.
Eram pessoas assim que iam lá na loja de Surf em que trabalhei, das primeiras pessoas que descrevi. A dona e a mãe dela, gerente, todas ali arrogantes demais, esnobes demais. Uma pessoa gananciosa e metida a rica é esnobe, alguém que é realmente rico não é assim... Eu acho, pois foi o que disse quando tirei uma boa nota no Enem, se eu fosse mesmo inteligente, não ficaria tão contente por isso. E lá era assim, acho que aquilo era o que me deprimia, passar horas com pessoas daquelas, torcendo para que saíssem e eu pudesse ligar o som, daí colocava o cd da Malhação que tinha lá e fazia tocar a única música que prestava no cd: Send the Pain Below - Chevelle. Desde o primeiro momento em que ouvi essa música fiquei fascinada, isso não costuma acontecer. Só Adagio fos Strings foi assim também. Nem Change, que eu falo tanto, foi um gosto tão instantâneo. E eu não podia pôr música com as pessoas lá, a velhinha sempre reclamava, ela reclamava se sentássemos, mesmo não tendo nada pra fazer na loja. Foi realmente um dia feliz quando ela caiu da escada, na casa dela, e faltou. Seria ótimo que tivesse caído da escada todos os dias em que trabalhei lá, assim ficaria livre da arrogância insuportável dela, que expulsou minha amiga da loja só por ser negra. E a filha da velha, uma loira de enormes seios suspeitos, sempre expostos por um decote gigante, cabelos obviamente tão falsos quanto todo o resto do corpo, sempre trocando roupas, comprando roupa, fazendo as unhas. Fresca demaaais, e a filhinha dela igualzinha, tentando imitar a mãe e a avó, sendo superficial, esnobe e fresca ao máximo, mas ela até que era engraçada, pois era um tipo de caricatura das duas, fazia destacar todos os podres delas.
E até que sou bem tolerante, sempre tento ver a qualidade das pessoas primeiro. Como meu irmão, por mais chatas que sejam algumas coisas nele, ainda assim eu o acho inteligente e simpático. E sempre tento gostar das pessoas. Meu meio-irmão, que eu disse por aqui que eu odeio, até que é boa pessoa de vez em quando e gosto dele. Nessa porção de pessoas que falei, todas elas eu tentei gostar, mas depois elas me provaram serem pessoas de caráter falho.
Só não quero que fiquem com medo de mim, achando que qualquer coisa que digam pode fazer com que eu odeie vocês, ocorre mais o contrário, eu é que tenho medo que vocês me odeiem, porque tenho um milhão de defeitos e sei que todo mundo tem, por isso tento ser sempre tolerante a isso. E eu sempre tento dar uma nova chance a tudo. Eu não gostava de feijão e agora como, eu não gostava de bolacha e agora adoro... E isso é igual no que se refere sobre meu relacionamento com as pessoas.
Sei que o que escrevi está bem bagunçado, mas decidi não preocupar mais com isso. A arte é livre... Acho que escrever é uma arte, é o que dizem, e o que é livre não tem regras, não seguirei muitas regras para escrever, acho que tudo fica mais autêntico e bonito quando a gente põe tudo do jeito que é e do jeito que passou na cabeça, como n'O Apanhador no Campo de Centeio.
enviada por Marcely
11/03/2004 22:28
Primeira refeição do dia: 20:10 horas. Cheguei em casa, sem comer o dia inteiro, e ainda fui arrumar tudo o que estava fora do lugar. Sou assim, não consigo fazer algo antes de ter tudo arrumado e certo. Deixo sempre o melhor por último.
Por icq conheci um garoto que mora aqui perto. Obviamente ele nunca me viu. É engraçado isso, até irônico... Mas ele é muito feliz.
Estava andando, o cabelo de qualquer jeito, apenas ouvindo música. Não consigo ser relaxada, mas sou bem preguiçosa pra me manter arrumada. Minha preguiça chega a ser tão grande que até me esqueço de dizer oi ou agradecer, como disse ali em baixo, é preguiça, apenas penso em fazer, mas não faço.
E voltei andando. Já tinha anoitecido, o que me fez sentir melhor, estar protegida pelo escuro, não gosto de sair de dia, muito menos quando estou sozinha. E, quando voltei, apareceu um monte de pessoas na rua saindo de algum lugar, e eu fiquei com vontade de fugir delas, de sair dali, mas não consegui. Eu me senti como se estivesse atrapalhando a passagem. Estava ouvindo música, mas ainda assim... E começou a ventar, quando elas foram embora, o que me fez sentir bem, até quando cheguei na minha rua dei a volta no quarteirão pra terminar de ouvir a música que estava ouvindo... Com vento é tão bom!
Antes passei numa banca de jornal pra comprar pilha e lá tinha um monte de lâminas de barbear. Pensei em comprar, pra quando quisesse me matar conseguir, mas não comprei, não quero mais me matar. Ainda assim fiquei olhando e pensando, puxa, seria bom se tivesse uma em casa...
E depois passei na farmácia e me pesei. Não tinha ninguém lá mesmo... Acho idiota entrar numa farmácia pra se pesar, mas fiz isso, porque estava curiosa... Nunca saio dos 48 ou 49 quilos, e pelo jeito emagreci, estou com 48. E fiquei pensando que tenho que engordar, pra poder ser doadora quando fizer meus 18 anos. Não penso em fazer mais nada depois dos dezoito, nem tirar carta e ter um carro, nem isso... Mas poderei doar coisas, vou querer doar tudo o que der. Quando digo isso, meu irmão sempre ri da minha cara e diz que vou ir lá doar um litro de sangue e receber dois. Eu lembro de ter ficado tão contente quando o médico disse pra minha mãe que eu não era anêmica! Ela vivia dizendo que eu era, que eu não comia etc., que eu iria morrer por causa disso, e vi que ela estava ansiosa pra ouvir que eu era pra poder jogar isso na minha cara, mas quando o médico disse que eu não era, lancei um sorriso bem maldoso pra minha mãe como quem diz: Está vendo? Você estava errada!.
E eu ando tão mórbida... Com certeza se alguém que nunca leu esse blog ler esse post, vai me mandar catar coquinho que nem a Estrela fez daquela vez, mas juro que estou bem, apenas fico imaginando certas coisas... Como ontem à noite. Eu fiquei imaginando se eu fosse ao médico e ele dissesse que eu tinha pouco tempo de vida, pensei como seria engraçado se eu respondesse: Jura? Eu vou morrer? Quando, quando? Que legal!!!, até fiquei pensando em como eu contaria isso para as pessoas: Sabia que eu vou morrer?, sorrindo, contente... Mas acho que isso é o que penso agora, talvez fosse bem diferente, talvez eu ficasse triste e até fiquei um pouco Carpe Diem. É que eu pensei: vou morrer e nem escrevi um livro nem nada, então fiquei planejando terminar o livro de autobiografia, em fazer mil coisas, sei lá qual... Mas depois de morta eu ia me importar por ter escrito ou não um livro? Acho que não. O que me atormenta é aquela coisa de vida após a morte. Ao contrário de todo mundo, eu não queria viver de novo depois de morrer. Acho que por não querer ser mais ninguém além de mim mesma, não pior que eu, e também por não querer começar tudo de novo... Dá preguiça!
Ctrl+Alt+Del, Ctrl+Alt+Del... Recomeça tudo de novo, foi só uma pane. A morte é só uma pane?
Mas eu gosto dessa vida em câmera lenta que eu levo. Ouvindo: Deftones - Street Carp. Ele cantando, músicas doida, me lembra minha vida... É um pouco assim, ele canta tão gostoso, gritando, grito arrastado... Minha vida! Preto, vinho, noite, luz amarela... Isso lembra que é a segunda vez que estou andando na rua e a luz em cima da minha cabeça apaga, acho isso tão interessante, como se fosso algo sobrenatural. Hahaha! Eu sempre dramatizando algo normal! Boooooba! Eu gosto de mim e da minha vida inútil quando ouço uma música que gosto, principalmente Deftones. Vai um pouco além das sensações.
Eu quase ri na que nem boba, eu segurei o riso, ao pensar que houve um tempo em que me cansei dos garotos e fiquei achando que era lésbica, mas as garotas também me dão nojo, daí pensei se eu era daquelas pessoas que gostam de árvores, cachorros, sei lá... Que babaquice! Na verdade eu só gosto de mim dessa forma. Gosto de mim. Às vezes me odeio, mas agora eu gosto. Amor platônico, pois é claro que eu não me correspondo! Eu sou tão difícil... Até pra mim! É ironia, mas acho que tem um fundo de verdade... (!!!)
enviada por Marcely
11/03/2004 17:54
Que nervosismo que me dá quando saio de casa, não sei, fico bem nervosa... Não gosto de sair.
Encontrei de novo o garoto que não sei o nome, conversamos um pouco, ele sem querer me fez lembrar de que minha vida é uma droga, que eu não faço nada, falou da minha ex-amiga, me senti culpada por não falar mais com ela e eu já estava bem nervosa antes.
E depois passo na frente da rua daquele ex-nada... E fiquei pensando no que poderia ter sido, nas oportunidades que desperdicei, mas o que posso fazer? Pensar nisso não ajuda, apenas atrapalha.
E mais uma vez eu acordei e voltei a dormir milhões de vezes, meu objetivo era dormir até às cinco horas, mas não consegui. Um pouco antes das três me levantei, pois lembrei que hoje tinha que sair e tudo mais.
Antes de dormir eu li um pedacinho de O Apanhador no Campo de Centeio. Puxa, tão fácil de ler, tão gostoso entrar na mente daquele garoto tão incomum e imprevisível. Li justamente a parte em que é explicada a razão do título. Adorei essa parte, me deu vontade de comer aquela página... É, nunca ninguém me entendeu, mas às vezes quando acho uma coisa muito bonita, interessante ou sei lá, sinto vontade de comê-la. Bem, minhas primas entendem.
É... Eu estou meio sem esperanças, não sei o que quero mais. Ser professora, ir pra Curitiba... Nada disso me atrai tanto! Fico pensando que não tenho a menor condição de morar sozinha, muito menos se não consigo sair de casa ou levantar da cama. Eu fico dependendo da minha mãe pra tudo, pra ir ao médico... Preciso ir ao médico, mas não sei se consigo ir sozinha, sair sozinha assim de casa. Já basta hoje!
E eu não levo nada até o fim. Meus projetos, meus livros... Lembrei que em Abril volto a estudar. Acho que isso pode me ajudar um pouco, mas nem sei se estou certa em pensar nisso, estou sempre errada. Como o Soul comentou por aqui, ele nem é mais adolescente e continua assim, então não é só uma fase como eu dizia ser. Também não deve ser só falta do que fazer, ano passado eu estava estudando e já estava assim. Aliás, não sei o que faço, pois sei que vou acabar nem estudando como eu devo.
Meu problema é ser tão insegura, já que quase sempre faço alguma coisa idiota, como por exemplo não dizer oi a uma pessoa quando devo, ou esquecer de agradecer algo, falta de educação ou falta de memória? Falta de convívio... Aliás, estou toda errada, desde a parte em que não amo as pessoas como devo. Estou aqui na frente da escola da minha irmã e só agora me lembrei que ela existe, nem penso muito nela, nem sinto saudades. Eu mesma reprimo meus sentimentos, depois aprendo a ficar assim.
Ah, quanta lamentação, já chega! Só queria postar algo novo.
Agora só acrescento a vocês um pedido: nada de conselhos! Conselhos fazem com que eu me sinta pressionada e pior. Nada de conselhos.
enviada por Marcely
10/03/2004 00:14
Nada nesse mundo me enoja mais que o patriotismo. Eu acho sem sentido. Coisa que inventaram e que a gente tem que sentir e ter orgulho por ter. São apenas fronteiras, são apenas culturas, são apenas panos coloridos, aquelas bandeiras, mais nada. Digam o que quiserem, mas eu acho o patriotismo a coisa mais ridícula do mundo!
Mundo... Isso, eu vivo no mundo. Nem por isso me desfaço da Lua ou de Júpiter ou de Plutão, o que quer que seja ou mesmo nem pertença a minha queriiiiida Via Láctea.
Não faz sentido. Ainda tenho a visão de que o mundo é uma coisa só, tento me desfazer das fronteiras, desfazer de todo esse orgulho hipócrita e enfiado na cabeça de historiadores cheios de cultura. Quem foi que pôs esse DEVER SAGRADO na gente? Eu não me envergonho de ser brasileira (por que me envergonharia????), também não me orgulho por ser, afinal isso não faz de mim algo melhor ou pior, talvez um pouco diferente. Tem coisa mais desconexa que patriotismo? Eu acho desconexo. E esse bando de hipócritas que enchem a boca pra defender o Brasil, se sentindo superiores por isso... Odeio os EUA justamente por isso, por aquele patriotismo enjoado e insuportável dos norte-americanos. Sinto-me feliz por não ter nascido lá, justamente porque aquele povo é obcecado por patriotismo, coisa que, como já disse, desprezo. Felizmente eu nasci e vivo aqui, onde as pessoas não são tão obsessivamente brasileiras, apenas são pessoas. Na maioria, não é, pois tem gente que acha que é bonito ficar engrandecendo o Brasil... tsc, só estão ficando iguais aos outros patriotas obcecados!
Eu não engrandeço bandeira nenhuma, já que pra mim é só mais um paninho colorido inventado por um bando de humanos medíocres. Eu não me orgulho por um monte de terra linda que dizem ser minha, eu não me comporto pra cantar o hino nacional, embora ache a letra bonita... É apenas mais um monte de conceitos que existem sem motivo algum, que disseram que devo seguir, e eu como adolescente revoltada padrão que sou, sou contra tudo isso e me recuso a seguir mais essa regrinha social.
Eu odeio Carnaval, odeio música sertaneja, pagode e samba. Acho feia e sem graça a cultura de alguns lugares daqui e até acho que alguns dizem gostar por pura hipocrisia, para bancar o intelectual patriota. Adoro livros ingleses, mas odeio o esnobismo exagerado deles. Adoro todas as línguas, todas as paisagens (com exceção de algumas dentro e fora do Brasil). Adoro e odeio muita coisa, independente de ser ou não brasileira.
O máximo de patriotismo que podem esperar de mim é aquele de copa do mundo, afinal, aquele tem um motivo, que é o esportivo, e fico por aí.
Sou contra toda essa posse do mundo, os homens são muito possessivos, nessas horas sinto vontade de ter nascido um outro animal mais racional. Como podemos levar em consideração que o homem é mais evoluído que um cachorro se foi o próprio homem quem disse isso? Os homens têm um ego enorme, e um orgulho de ser humano... Pelo menos o cachorro não é hipócrita, ganancioso, egoísta ou extremamente orgulhoso. Sério que me irritou ter que discutir com meu irmão que acha que os homens são superiores ao cachorro, acho que isso é coisa que não se prova. O fato de eles terem um cérebro menos potente que o nosso não prova nada, afinal eles são bem mais pacíficos do que nós e se contentam fácil. E dá vontade de esganar meu padrasto quando ele ri sarcástico quando digo que acredito em reencarnação e diz que vou reencarnar um cachorro... Pensando bem, preferível ser um cachorro a ser ele.
Naturalmente todo mundo vai ser contra ao que eu disse. Obviamente a mente de todo mundo já foi infectada pela ética e algo que diz ser honroso seguir mais essa regrinha. É comum expressarem justamente o contrário dessa idéia, mas fazer o que, eu não sou assim nem vou fingir ser pra que achem bonito!
Depois disso, fica aqui outra figura:
Hahahaha! Agora ninguééém me passa ou empata!
enviada por Marcely
09/03/2004 16:52
A frente da casa cheia de folhas caídas, o tanque cheio de roupa suja, o chão da casa implorando por uma vassoura e um pano, relatório de estágio pra ser feito, livros pra serem lidos e... E eu aqui, me viciando no joguinho maldito do pingüim! É isso o que eu falo, não faço nada o dia inteiro, fico só fazendo coisas idiotas como jogar joguinhos e assistir desenho, me deprimindo por não ter ânimo de fazer o que deve ser feito... Mas sabem que valeu a pena? Nossa, eu fiquei eufórica quando fiz isso:
(Maldito Paint que distorce imagens jpg...)
http://www.vickygsm.cz/public/penguin_baseball.swf
Ah... É tão legal bater um recorde! - talvez meus vizinhos não achem o mesmo devido os gritos histéricos -, Mas não é nada legal ser tão preguiçosa! Dá um ódio de mim mesma... Bem, vamos lá, depois dessa eu consigo ânimo de limpar tudo!
enviada por Marcely
09/03/2004 01:46
O que mais me atormenta não é o fato de não fazer nada o dia inteiro e deixar as coisas importantes sempre pra depois ou nem fazê-las. O que me atormenta é me sentir culpada por isso, sufocada. Fico sempre me culpando por essa preguiça, essa falta de ânimo, sempre sentindo que não estou "aproveitando" - o inaproveitável - como devia, que mais tarde me arrependerei, mas... Eu não consigo mudar isso! Quando saio com minha amiga eu sei que fico feliz, mas sempre perdida e no dia seguinte volto a ter esse desânimo. Quando tentei me ocupar com trabalho ficava chorando todo dia antes de sair, querendo gritar, querendo ficar e não ir... E quando ia, ficava com vontade de sair de lá e voltar logo pra casa. Essas são minhas justificativas pra continuar a ficar em casa sem me preocupar se isso é ou não é errado. De qualquer forma, devo aproveitar essa solidão e o rádio ligado alto enquanto minha mãe não está aqui pra reclamar, quando ela voltar eu saio... Não, isso não me engana. Sinto-me no dever de sair e de tomar uma atitude pra melhorar, mas ainda acho isso difícil, ah... Que complicado! Pelo menos tenho escrito bastante nesses dias de ociosidade, digamos que os dias então não foram completamente inúteis, por mais inútil que seja o que escrevo.
I've crEated my own prision... Única música prestável do Creed. Com razão eu criei minha própria prisão, me encerro aqui e não saio, o que não me faz bem, mas por mais que eu tente, eu sempre acabo presa novamente.
Mais coisas... Queimei meu dedo derrubando água fervente nele, assisti ontem, de novo, às três da manhã, Os Outros, acho muito bom o filme. Queria morar numa casa daquelas, sempre escura, sempre envolta por neblina... Uh, dramático! Mas é terrível pensar que morrer é continuar vivo e daquela forma tão monótona, mas ainda assim é provável, gosto do filme, pois apesar de tudo, acho-o bem realista dentro do que eu acredito, inclusive nos modos das crianças etc.
Músicas... Tem música mais deprimente que Vento no Litoral? Ela me lembra... Ela me deixa deprimida por lembrar... E Ela Disse Adeus dos Paralamas eu acho ótima a letra, simples e bem parecida... Lembra-me um amigo... As duas músicas me lembram amigos.
Vi o clipe My Immortal! Estava curiosíssima! Deprimente, no mínimo, mas eu fiquei rindo por lembrar do clipe da Cristina Aguilera... Blergh! Mas eu gostei do clipe, da música... Digam o que quiser, eu gosto de Evanescence. Hello me lembra outro amigo... ou ex? Também me deprime...
O que não me deprime? Muita coisa! Eu fico rindo de muita coisa pra me enganar, por ironia, sarcasmo... Toca Vento no Litoral e antes de ficar incomodada eu fico falando: "Ah que música mais divertida! Tãããão feliz, tãããão alegre!". Eu e meu irmão conversando, quando não estamos brigando, até que é divertido. Toca Alanis e ele sai contando a piadinha velha: "Todo mundo morre uma vez, só a Alanis morre sete!", e então eu também recito a piadinha infame: "Todos como Seven Boys, só o Bill Pullman!", yeah... "Ninguém quis participar, só a Cássia Kiss!", oh não...
O meu irmão saindo de casa. Eu tinha acabado de tomar banho, lavar o cabelo e ele: "Vê se não vai chamar seu namoradinho, viu? Sei, até tomou banho se arrumou...", é mais do que engraçado! Eu, a garota mais nerd do mundo chamando alguém pra vir aqui? Isso que é rir da minha própria desgraça. Eis uma coisa que adoro! Rir da minha própria desgraça, idiotice, bizarrice, insignificância, mediocridade e... chega!
Eu assistindo um filme... O Cinemax é triste, passa cada filme ininteligível! Ou eu que sou muito burra, pois não entendo nada! Daí eu ainda peguei um filme pela metade. Comecei a assistir porque adorei o personagem principal, muito charmoso! Ele anti-semita e nazista (ou não?), mas judeu (???)!Sim, ele odiava a si mesmo... Ele defendendo teorias malucas e no mínimo paranóicas, mas um pouco prováveis. Lembrou-me outro amigo! Tudo me lembra alguém, não? Fiquei filosofando sobre aquilo, pensando no quanto as pessoas são interessantes, no conflito pelo qual o cara passava, odiando a si mesmo etc. Como eu, que desprezo a mim mesma... Daí meu irmão se juntou e eu fiquei mais superficial. E a gente começou a rir do fim maluco que teve o filme e o meu irmão falando: "Ah, ele é um negro judeu e coroinha que é skinhead, é isso?". Tá o cara só era meio esquizofrênico e não era nem negro nem coroinha, mas a nossa tendência é sempre exagerar.
Creed - My Own Prision
A court is in session, a verdict is in
No appeal on the docket today
Just my own sin
The walls are cold and pale
The cage made of steel
Screams fill the room
Alone I drop and kneel
Silence now the sound
My breath the only motion around
Demons cluttering around
My face showing no emotion
Shackled by my sentence
Expecting no return
Here there is no penance
My skin begins to burn
So I held my head up high
Hiding hate that burns inside
Which only fuels their selfish pride
We're all held captive
Out from the sun
A sun that shines on only some
We the meek are all in one
I hear a thunder in the distance
See a vision of a cross
I feel the pain that was given
On that sad day of loss
A lion roars in the darkness
Only he holds the key
A light to free me from my burden
And grant me life eternally
Should have been dead
On a Sunday morning
Banging my head
No time for mourning
Ain't got no time
So I held my head up high
Hiding hate that burns inside
Which only fuels their selfish pride
We're all held captive
Out from the sun
A sun that shines on only some
We the meek are all in one
I cry out to God
Seeking only his decision
Gabriel stands and confirms
I've created my own prision
Ah! Seguindo o conselho do meu pai. Sem deixar de ser meiga, aí vai:

enviada por Marcely
07/03/2004 23:25
OlÁ GenTiiii! A partir di hj dexidi muDaH di aTiTuDiH! Eu tOh moooitoh DePrEhmiDiNhAh, neh? EntAum... peRceBi ih enKonTreih MeuH veRdadEiru eU Que É BeiN mAiXx faxioooon e fElixxx!... Eu jaH dIviaH terr perrcEbidO ki MiNhAh aLmInHaH nah vErDaDi eh BeIn RoXa PiNky!!!!!!!.... AfInaL, VivU eXcReVEinDU Ax CoixiNhAx tdax ErrAdAx KuaNdUH NaUm exTouu Nu Uordi...... e MexXmo nu meuh KiridinHU Uordi Eu viVU IxCrEveNu Ax CoiSAH eraada, num eh?! Ki NeiN HontiN kUaNdO euH IXkRivi Inxixtih axxin: ensiste... Ki BuRriNhAH, neh?! InTaUm voH coMexAh a IXcrEveh DexxA forrMAh maix INcrEmeNtAdah, TipOW axin... MÓ cool iXkriveh AXixn!!!
pEnaH kI ixTOuh SeM uh MeW CorEl DrOn Aki Neh? PuXkEH daih Eu mUdaVah exi TemPLati MAix BreGah i ApagaDuh i FaSia Um MaIx fOWfuX aXIm cUm a HelO kItYH ou Kum O bOb iXponga O KUm RamTArumm... E faXia UnX gifix BEinnn KolOriDUx! MAix Num PÓxu... =( !!!!
Como dá trabalho escrever desse jeito! Não consigo entender nada. Mas eis um conselho do meu pai: volte a ser aquela menina mais meiga (mais fútil, não é?). Então cá estou eu seguindo o conselho. Afinal, eu estou mesmo muito revoltada... uuuuh! Eu sou revoltada, misteriosa, blábláblá, sou tudo! Ninguém sabe o que realmente sou além de mim. É sério, digo isso porque todo mundo diz uma coisa, cada um uma coisa diferente, mas a verdade é que sou um pouquinho de tudo, não tem um adjetivo só que me descreva a não ser temporariamente - e bota temporariamente nisso! A cada dois minutos mudo, até eu me perco um pouco (coisa tipicamente adolescente!). Por exemplo, os meus posts que começam de um jeito e terminam de outro, o Fê que percebeu isso, é verdade, e também é por isso que me contradigo muito!
Disse para o meu pai que acho essas coisas de Paty frescura - ué, mas antes você gostava! -, antes eu tinha treze anos, eu era uma criançona abobada e não sabia o que realmente gostava. Obviamente que estou naquela fase, a adolescência, em que todas as coisas são passageiras. Ora gosto disso, ora daquilo. Querer estudar em Curitiba pode até ser um desejo passageiro, mas quando estiver lá não poderei voltar atrás, não é mesmo? Dane-se, que seja uma idéia fixa, não importa... O problema de ser consciente de que eu sou uma adolescente idiota e não posso mudar nada... Ai, ai!
Com razão estou nervosa, irritada, até revoltada, pode ser... Ora, entendam minha revolta comum de típica adolescente deprimida!
Não vou pôr nomes, mas tenho um amigo que odiou eu ter dito "Vocês são todos iguais!", mas todo mundo é igual, isso que me revolta. Pessoal previsível chato... É, podem deixar que eu não estou me excluindo disso não, tá?
Os típicos adolescentes dividem-se em blocos ou "tribos": blocos dos adolescentes Carpe Diem (divertem-se ao mááááximo, vão a todas as festas, dão muuuuuuito beijo, ficam com cinqüenta pessoas ao mesmo tempo, estão sempre rindo de alguma coisa etc.), bloco dos adolescentes Dramáticos Metidos a Intelectuais (vivem tristes, desgraçados, adoram preto, ficam bancando os góticos punks, vivem deprimidos, problemáticos, complicam tudo, filosofam até o porquê de ter duas narinas e não uma, acham que têm o gosto mais refinado do mundo... Enfim, patéticos e dignos de pena), bloco das adolescentes Acéfalas Criançonas e Patys (adoram tuuuuuudo o que é colorido, piscante, fofinho, meigo e está na moda. Amam tudo o que é pop!), bloco dos adolescentes Hardcore Sk8(não estão nem aí pra nada, vivem dizendo "fo**-se" e "tipo assim", adooooooram hardcore e skate, obviamente, e é um tipo de adolescência Acéfala Criançona e Paty um pouco diferenciada e adaptada aos garotos, mas também têm garotas que fazem parte desse bloco), bloco dos adolescentes Diferentes (são aqueles cheeeeeeeios de personalidade própria, geralmente com o cabelo naquele estilo Beatles, super fashions e roupas estilo "apresentadores da MTV"), bloco dos adolescentes Que Só Pensam em Sexo (dispensa comentários...) etc.
Têm muitos blocos, até! E cada um com alguma coisa que invade o outro bloco... É tipo signo, sabem? Não é só alguém de Câncer que é caseiro, alguém de Libra também pode ser, o mesmo acontece com os blocos de típicos adolescentes. Eu, por exemplo, tenho um pouco de cada signo - por isso não confio nessas coisas -, e também tenho um pouco de cada bloco, embora o mais latente seja o dos Dramáticos Metidos a Intelectuais.
Eu e minhas teorias infelizes! Claro que NENHUM adolescente vai gostar de saber que é igual a todo mundo, eu não gosto, mas é a verdade... Entenderam porque às vezes me revolto com as pessoas? Porque elas são todas previsíveis e eu já disse: ODEIO previsibilidade. Mas ainda consigo gostar de algumas pessoas, porque elas, por mais previsíveis que sejam, costumam me surpreender com o que falam ou têm um estilo que eu amo... Sim, têm blocos que eu gosto, por mais que eu tenha sido sarcástica e dura nas descrições. Acho que o meu desejo inconsciente neste post é deixar todos revoltados consigo mesmos, como eu fico, e que se odeiem! Na verdade eu quero é que todo mundo acostume-se com a sua insignificância...
Ps. Por mais sarcástico, revoltado e odiento que foi este post, eu o fiz rindo, não levem muito a sério.
enviada por Marcely
06/03/2004 14:27
Chuva, céu bem cinza, já há alguns dias. Ninguém em casa, rádio podendo ser ligado quando quiser, no volume que eu quiser, Tv, programação divertida, computador liberado... O que há de errado? Eu. Eu não fico satisfeita de jeito nenhum, mesmo tendo os meus desejos atendidos, mesmo assim. Sempre vou acordar com vontade de não acordar, sempre vou rir pra dois minutos depois me amargurar com qualquer coisa inexplicável.
Por mais que eu procure, eu nunca encontro um motivo. São mil motivos, mas há quem diga que eu não tenho motivos. Não, não tenho nenhum motivo.
O problema é ser afetada por coisas inexplicáveis, como sentir uma solidão enorme de repente, mesmo gostando de ficar sozinha. Sentindo-me deprimida por qualquer coisinha sem sentido, como um clipe do Queens Of The Stone Age (aquele todo vermelho com uma mulher no capô do carro). Aquilo me deixa ultra deprimida, por mais que eu goste. Ou alguém ser bom comigo, meu irmão, por exemplo, me dá vontade de chorar... Adoro noite chuvosa, mas ver os carros andando em ruas iluminadas me dá uma sensação tão ruim... A mesma que sinto ao ver o clipe que disse ali em cima.
E agora estava pensando se sou ainda capaz de amar alguém. O que foi que aconteceu comigo que me deixou assim tão amarga e impossibilitada de amar ou querer algum contato próximo? Sim, é o que acontece, sou capaz de amar alguém até que esse alguém corresponda, daí o sentimento se esvai... Ou então quando sinto que vou ser machucada, bloqueio o sentimento e a dor. Acho que é isso, falta de amor... Amor que dure.
Lembrei de uma pessoa que tem a seguinte opinião sobre sexo: cansa. Bem, vai ver que é o mesmo que acontece entre mim e a vida, ainda não cheguei a sentir o prazer dela, por isso não tenho uma opinião muito favorável e ela só me cansa mesmo.
Onde fica o ponto G da vida?
Bem, digamos que de vez em quando tenho sensações maravilhosas vivendo, mas não dura muito... Tenho que descobrir o que me faz sentir prazer, para fazê-lo a maior parte do tempo, assim me canso menos e aproveito mais.
Então digamos que a vida seja um parceiro e o meu pelo jeito não está satisfazendo... Significa que eu preciso mudar ou aprender a conviver com esse mesmo. Mudar de vida... Isso seria suicídio! Não, não... A segunda opção é mais confiável, preciso aprender a conviver com essa vida mesmo, só não sei como... A pessoa que eu disse ali encima continuou com a mesma pessoa e ainda não sente nada. Será que estou fadada ao fracasso?
Ah, que post "erótico"! Tá, nem tanto, mas até na bíblia tem passagens eróticas, por que meu blog não? E afinal de contas, qual o problema de falar dessas coisas? Isso não me torna uma funkeira, da mesma forma que falar sobre o frio não me torna um esquimó. Nossa, minhas metáforas estão uma m... droga, confesso!
Bem, vou gravar um cd de músicas, vejamos se isso me anima.
Ps: Por incrível que pareça, estou bem, até feliz, só que de vez em quando bate uma sensação ruim, mas estou ótima fora isso!
Ps2: Poxa, Letícia, muito bom seu comentário, adorei-o! Sabe que eu ficaria mais contente se tivesse você como companhia lá NAQUELELUGAR? Se você for mesmo, espero te encontrar de carne e osso e daí a gente conversa sobre nada...
Ps3: Você já mora NAQUELLUGAR, Soul, então espero que quando eu for praí, se eu for, a gente se veja... Tudo bem em não ser singular, pelo menos você é parecido COMIGO! Não é ótimo? Hahahahaha!
enviada por Marcely
05/03/2004 15:09
Foi ultrapassada a barreira da tristeza, agora é que não vou chorar mesmo, pois isso se faz quando se está triste, e eu estou muito mais do que isso.
Estou dentro de um corpo que desprezo, de um corpo que não quero.
Ser minha própria inimiga é insuportável. Não me mato, não darei o prazer do refúgio a mim mesma. Ninguém presenteia um inimigo com o que ele mais deseja.
Tenho desses meus momentos em que meus dois lados irmãos brigam e não se suportam, se odeiam. Ainda me resta o prazer de ser minha maior inimiga. Mas isso é uma grande controvérsia, como pode ser possível odiar a si mesmo? Eu não sei como é possível, mas está acontecendo isso agora mesmo. Ontem, antes de dormir, apenas fechei os olhos e fiquei letárgica como sempre, imaginando apenas meu sangue correr, mas no fim sempre alguém me socorre e eu não morro, o que me deixa ainda mais deprimida. Pergunta: por que eu não desisto logo? Não há respostas, talvez minha falta de ânimo seja a culpada. Seria fugir da rotina... Não foi brincadeira quando disse que se matar dá muito trabalho. E por alguma razão essa idéia me repugna. Assim como me repugna a idéia de ir mesmo pra Curitiba... São meus dois maiores desejos, desejos que tenho medo e nem quero realizar. Como eu já disse, não daria esse prazer a mim mesma, eu realmente me odeio.
Estou com medo de viver.
E por incrível que pareça, pareço estar nos meus melhores dias! Como sou capaz de simular coisas pra mim mesma?! A quem quero enganar? Não há como esconder o desprezo, a humilhação e a dor que entra junto com o ar que respiro e me sufoca, não... Está tudo aqui e eu tentando disfarçar, fazendo comentários incoerentes, tentando sorrir e ser patética, mas não... Não há como fugir de mim mesma.
Eu sou feia, infantil, não sei viver e conviver com as pessoas, não sei me vestir, não sei escrever bem, não sei ser interessante nem interessável... Queria ser outra pessoa!
Malditas recidivas!
Ps.: Mulher adora falar de unhas, hein?! Hahahaha! Chega dessa história!
enviada por Marcely
05/03/2004 00:13
Estava lendo meus últimos post, porque ainda não os tinha lido dentro do meu template, e cheguei à conclusão que o que eu escrevo é ótimo e fica melhor ainda dentro desse template lindo que "eu fiz"! Acho que exagerei na imodéstia, mas é verdade que gostei. Não é nenhum Poemas e Lamúrias ou Slip Dropp, mas até que é bem legalzinho... E eu sou uma verdadeira gênia por conseguir transformar a minha rotina em um post interessável (mais uma palavra para adicionar ao dicionário de idiotices). Puxa, minha vida é tão emocionante quanto cortar a unha do dedão do pé, é algo tão sensacional quanto coçar o braço, é algo tão movimentado quanto a própria inércia. Isso que me deixa mais desanimada e quanto mais desanimada, mais parada eu fico e o desânimo aumenta cada vez mais, até chegar ao desespero. Não estou desesperada ainda, só aconteceu de eu não querer acordar de manhã pela 1859649001ª vez. Como acordo um pouco bêbada, fiquei pensando em sair da cama e anunciar que estava morta e que não ia mais sair dali, pensei também que Deus se esqueceu de mim, já que já passou da hora de eu morrer, mas tudo bem, mesmo assim me levantei da cama e fui bancar a dona de casa.
Uma lista sem sentido de conclusões:
1º - Cheguei à conclusão de que desprezo pessoas otimistas demais, que vivem seguindo à risca o Carpe Diem e saem para ir pra balada e dar uns "amassos". Não quero nem preciso ser assim pra ser feliz.
Porque: acho que a vida não é pra ser aproveitada com desespero, deve apenas ser vivida, dane-se se você morrer antes de fazer tal coisa, você vai estar morto mesmo, talvez nem ligue! Nada demais deixar as coisas pra depois. E a minha interpretação de "aproveitar o dia como se fosse o último", é ter a boa esperança de que me matar é desnecessário.
2º - Não estou bancando a gótica, embora faça um tipo de apologia à morte, cada um tem uma opinião sobre as coisas.
3º - Cada um que se despreze. As pessoas "ultranormais" que sempre estão de bem com a vida, desprezam pessoas como eu e as tacham de imaturas. A recíproca é verdadeira.
4º - Esta lista não tem o menor sentido, coerência e linearidade, mas dane-se!
5º - Não ter medo e até gostar da morte não é loucura ou coisa de anormal, é coisa de gente que sabe que vai morrer e se acostumou com a idéia.
6º - A vida e a morte são duas coisas boas. Coisas que não dou a mínima.
7º - Decidi que escrever é algo útil que faço, mesmo que seja a única coisa.
8º - Não sou boa dona de casa, mas sei bem como não morrer de fome - mesmo que seja comendo um pouco mal.
9º - Acordar cedo é horrível, principalmente pra ir a escola, mas não fazer isso é que está me deixando "mal" desse jeito. Não posso parar de estudar, vou passar a vida inteira cursando alguma coisa, afinal, a vida é um aprendizado, e eu não estou aprendendo coisa nenhuma aqui sentada... ou estou? Bem, estou aprendendo a me conhecer mais e a escrever.
10º - Viver não é tão ruim não...
11º - Isso aqui está uma bagunça incoerente pela segunda vez...
12º - Odeio seguir certos padrões, pois sou contrária a tudo.
13º - Padrões e regras são as maiores besteiras que já inventaram.
Bem, vou falar sobre a 13º conclusão. Odeio, odeio tudo nesse mundo porque tudo é padronizado. Tem o padrão de educação, padrão de como devemos nos comportar, padrão de como devemos pensar, padrão do que é e do que não é insano... Acho tudo isso bobagem.
A democracia é aceitável na política, não na vida em si. A maioria não é necessariamente o protótipo do que é certo. Quem garante que uma pessoa que gosta de bater a cabeça na parede é a louca e não a pessoa que não bate? Quem garante que apoiar o cotovelo na mesa enquanto se come é falta de educação e agir com "bons modos" é o certo? Quem garante que a vida é melhor que a morte? Quem garante que a pessoa que acha a vida maravilhosa é madura e não o contrário? Quem garante que pra se escrever bem é preciso ser coeso? E blábláblá.
Só porque a maioria não tem tal atitude, e uma atitude foge do padrão, uma pessoa é chamada de louca. Sou contra isso, sou contra as redações terem padrões pra serem escritas. Uma dissertação perfeita é uma chatice, quem garante que é mesmo perfeita? E não é por despeito não, já que não sei nem quero saber escrever uma dissertação perfeita, mas porque fujo aos padrões e acho-os desnecessários. Agir padronizadamente é não ter opinião própria, nem atitude, nem graça, nem estilo próprio. É ser programado desde criança e não sair da linha. Mesmice... Mas Fê que me livre de estar agindo como uma adolescente rebelde padrão! Não, eu não sou única, mas estas opiniões eu formei espontaneamente.
Pra tornar esse post mais animado vou pôr foto. Não é bem uma foto, é uma fótil:
Já que minha mão deu tanto ibope...
enviada por Marcely
04/03/2004 00:40
O que tem se passado... Eu ando desanimada demais. Aliás, nem ando, porque andar já é querer demais.
No telefone com meu pai ouvi uma conversa que só me fez deprimir: o que tem feito? Espero que não esteja só em Internet..., não, não faço só isso, mas é a única coisa que tem me dado uma certa alegria. Também seria querer demais que eu gostasse de fazer comida, varrer, passar pano, arrumar camas... Sim, tenho feito tudo isso e não reclamo não, mas não tenho a menor habilidade. Derrubei um monte de feijão no fogão, esmigalhei o frango por não saber cortar, ainda assim, a comida ficou boa, mas eu faço tudo errado, grrrr... O frango me fez rir, lembrei de Hermes e Renato e a pizza que já vem mastigada, eu disse pra minha meia-cunhada que o frango já estava mastigado, porque era o que parecia. E eu quase tive um ataque de nojo quando peguei no frango temperado e senti uma textura diferente... Tenho asco de cada coisa bizarra! Uma vez quase tive um ataque com uma calculadora que estava agindo estranhamente... Números vivem me traumatizando, hehehe!
No almoço ouvi a tal frase: Já pode casar!, eu respondi que já era casada, mas descobri que não, uma grande amiga o roubou de mim... Tá bom, isso não é sério.
O caso é que eu construí um tipo de defesa, não me apego as pessoas pra não sofrer mais por elas. Posso até gostar, mas não fico muito abalado quando elas somem ou me decepcionam ou eu as decepciono (o que é mais fácil!).
Aí entra aquela história da pesca esportiva e tudo o mais, uma metáfora se os homens fossem peixes... Não é nada proposital, ou talvez seja, só sei que acontece e eu até fico perversamente feliz com o resultado inicial depois me odeio. Hum... Vocês não devem estar entendendo nada!
Mais especificamente, estou me odiando por sentir que estou usando os garotos... Não por querer, mas como diria aquele programinha que adorava na minha infância: é sem querer querendo. Hum... Sinto preguiça de contar a minha vida como às vezes me pedem, até parei de escrever aquele maldito livro, eu nunca termino um livro, mas vamos lá, contarei isso aqui, pois daí todo mundo já fica sabendo de uma vez, e quem já sabia saiba de novo.
Meus casos amorosos.
Como aconteceu meu segundo amor.
1- Na oitava série tinha um garoto que eu e minha amiga adorávamos bancar as tietes para cima dele, gritando histericamente como se ele fosse o máximo. O garoto não era nada demais, mas eu adorava interpretar esse papel. Diziam que um dos colegas dele gostava de mim... Diziam, mas na época eu era muito criança pra essas coisas. Meu primeiro beijo consentido foi exatamente aos 15 anos, no dia do meu aniversário medíocre. Mas não com esse garoto, com um que não cito aqui por covardia. É segredo.
2- Uma vez na Internet tive uma certa intuição e senti que o garoto com quem eu falava era esse menino que diziam gostar de mim. Era ele mesmo. Então inventei uma nova identidade, já tinha até combinado de sair com ele e depois disse meu nome verdadeiro ele resolveu sumir... Sinal de que ele não gostava mesmo!
3- No 1º ano fui estudar num colégio técnico e esse menino cai justamente na minha classe de novo. Nessa época é que eu estava quebrando a cara com o meu 1º amor.
4- Depois de muuuuuuuuita coisa desinteressante me tornei amiga dele e ficamos juntos.
5- Passei a gostar bastante dele, bastaaaaaante mesmo.
FDGrdxhgksehgseiotyu$#%*&(&!@#, cansei de escrever!
enviada por Marcely
03/03/2004 21:28
Sabem anorexia, quando a gente olha no espelho e vê nossa imagem distorcida? Tenho um amigo assim e este post é dedicado a ele.
Vejam só, essa coisa toda é uma loucura, e como não poderia deixar de ser, já fui anoréxica desse jeito. É que somos mesmo parecidos. Então vamos lá.
Eu não prendia o cabelo, parecia o Primo It da Família Adams, com o cabelo todo na cara pra esconder o rosto; não ia a praia (bem, continuo não indo) pra não mostrar meu corpo; não suporto até hoje que me vejam de perfil; ficava olhando no espelho procurando por um defeito só pra poder me odiar mais ainda; não dormia a noite por causa disso; achava que o elogio das pessoas era compaixão... Eu era obsessivamente anoréxica-diferente-maluca. Por isso que até hoje sou assim insegura.
Mas mudei!
Eu posso continuar feia, mas algo me faz pensar que o que vejo no espelho é uma imagem distorcida, a expressão de terror das pessoas na rua é impressão minha e tudo isso é psicológico. Tá bom, tá bom, digamos que as pessoas não olhem aterrorizadas para mim, na verdade elas só me olham (aliás, eu me sinto péssima quando elas me olham). Antigamente eu diria que elas me olhavam com pena, hoje acho que é com inveja ou cobiça. Tudo depende de como você encara as coisas. Não é porque me acho linda e perfeita que perdi a modéstia, jamais! Eu sou mesmo linda e perfeita e todos me invejam, mas isso não faz com que eu perca a minha humildade. Pra começar, imagem não é nada, sede é tudo. Eu só gosto do Brad Pitt porque ele é um ator talentoso e muito inteligente. Admiro muito o trabalho do Jhonny Depp, e isso não tem nada a ver com ele ter um olhar sedutor! Até parece que ia ser só porque eles têm uma aparência um pouco melhor... Não, imagina!
Tá, chega de gracinhas, vou falar sério agora.
Outro dia chegou um garoto pra mim e disse: "Puxa, sumiram suas espinhas!". Sério que eu pensei: "Será que elas caíram no caminho?", mas não, quando eu olhei no espelho lá estavam elas! Sabem a qual conclusão eu cheguei? Eu não tenho espinha, é tudo ilusão de ótica. Não é porque eu estava no escuro que o meu amigo fez o comentário, não... Eu é que vejo coisas que não existem.
Mas sério mesmo, um dia a gente não vai ficar velho pelancudo mesmo? Que diferença faz se somos horrorosos ou lindões? E depois, nossos filhos também envelhecerão, e para nós eles sempre serão bonitos, por mais feios que sejam. Uma frase que acabei de inventar e é bem verdadeira: a beleza está nos olhos de quem vê.
E que importa a aparência se você tem um carrão importado e uma conta bilionária no banco? Não importa, não é mesmo? E se você não tiver nem isso, basta lembrar que você é inteligente... Tcharã! INTELIGÊNCIA! Um dia eu disse para o meu pai que não trocaria o meu cérebro por nenhum corpinho lindo e é verdade. Pode ser que o meu cérebro não valha tanto assim, mas é preferível tê-lo a ser uma acéfala bonitona!
Ah, fiz muita gracinha... Era pra ser um assunto sério!
Vejamos, eu prefiro mil vezes assistir ao ator Mateus Na@#%%# (aquele ator brasileiro que fez O Auto da Compadecida), do que ao Brad Pitt. O segundo é bonitão, mas o primeiro é talentoso. Sério que eu me casaria com ele se ele fosse bonito... Hahahahaha! Não, a frase era pra ser, sério que eu me casaria com ele se ele fosse o amor da minha vida. Eu realmente admiro-o! Assim como a esse amigo meu, que não é uma aberração, mas sim um anoréxico-maluco e não consegue admitir. E eu nunca o vi na minha vida a não ser por foto, pouco me importa como ele é, mas sei que é completamente normal. Não comum, normal. Grrrrrr... Pior que eu sei que ele não vai levar isso a sério. Quando eu era assim não aceitava nenhum elogio ou coisa do tipo e sei que ele vai fazer o mesmo. Sei como ele deve se orgulhar de "pelo menos saber como é realmente". Era isso que eu vivia dizendo pra minha mãe, pelo menos eu sei que sou feia e admito. Só que eu estava ERRADA. E ele está ERRADO, mas como convencê-lo disso? Sei bem que ele é teimoso, eu sou teimosa, então não adianta dizer nada. Apenas dizer isso: "Se sou feia ou bonita e daí? Sempre tem algum maluco que gosta! E dane-se se sou feia ou não, que importa isso? Eu posso me achar feia e os outros não, meu gosto não é o mesmo que o de todo mundo, vai ver eu só não faço o meu tipo". É assim que a gente tem que pensar.
Que post feliz! Dãrr...
enviada por Marcely
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|